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Governo aumenta auxílio-alimentação

Publicado hoje no Diário Oficial da União:

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No- 42, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2010

O MINISTRO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3º do Decreto No- 3.887, de 16 de agosto de 2001, resolve:

Art. 1º O valor mensal do auxílio-alimentação de que trata o art. 22 da Lei No- 8.640, de 17 de setembro de 1992, a ser pago aos servidores da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, passa a ser de R$ 304,00 (trezentos e quatro reais) em todo o território nacional, com efeitos financeiros a partir de 1º de fevereiro de 2010.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Fica revogada a Portaria MP No- 71, de 15 de abril de 2004.

PAULO BERNARDO SILVA

Pelo menos acabaram com inexplicável diferença dos valores entre determinadas cidades (em Recife, por exemplo, o vale-alimentação era maior do que em Maceió ou João Pessoa). A proposta inicial era que os valores fossem dobrados, o que aumentaria ainda mais as diferenças regionais. Se a própria Constituição prever salário mínimo unificado nacionalmente capaz de atender as necessidades de alimentação entre outras, não faz o menor sentido do Poder Executivo Federal fazer discriminação em um benefício de caráter alimentício.

Por outro lado, esse valor continua muito defasado em relação aos outros poderes, inclusive na esfera federal, e até mesmo das empresas públicas e sociedades de economia mista federais.

Agora ao invés de uma coxinha e um caldo-de-cana por dia, poderemos comer duas coxinhas e uma Coca-Cola KS.

Domingo na alfândega

Passarei o domingo trabalhando na alfândega do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares (Maceió-AL).

Não sei exatamente o que me espera lá – marinheiro de primeira viagem – mas acredito que será uma experiência bem legal. Ou que pelo menos seja diferente do ostracismo tradicional do serviço público.

Série: coisas a me acostumar no serviço público

Trabalhei a vida toda na iniciativa privada, começando no serviço público somente no meio do ano passado. Então há muita coisa bem diferente…

Como não tem me ocorrido muitas boas ideias para esse blog, vou encher um pouco de linguiça inaugurando a série de “coisas a me acostumar no serviço público” com o seguinte item:

#1 – Quando tem água para beber não tem água para lavar as mãos no banheiro. Ou vice-versa.

E isso por que eu trabalho em um órgão conhecido pela “estrutura”.

Por que servidor público atende tão mal?

Servidora pública tem reputação de tratar mal os contribuintes. Uma TV do Rio Grande do Sul faz reportagem, com uso de câmera escondida, flagrando os maus tratos da servidora para com os atendidos.

O que a servidora faz? Processa, claro!, a emissora de TV pelo uso indevido da imagem e por danos morais. Ganhou em primeira instância, mas felizmente o Tribunal de Justiça gaúcho negou o pedido:

Para o desembargador, a reportagem decorreu do interesse de um contribuinte na prestação de determinado serviço pela Receita Federal, conforme o depoimento de uma testemunha, acompanhada da repórter. Ele reforçou que a matéria não foi além da simples narrativa do fato, amparada pela liberdade de informação. E também não viu problema no fato de a reportagem ter utilizado uma câmara escondida para registrar o fato, já que este é o meio “mais adequado de reproduzir fielmente determinado acontecimento”.

“A reportagem revela-se inspirada pelo interesse público e decorre da prática legítima de liberdade pública. Como bem salientou a repórter Leticia Palma, a profissão de um jornalista é sempre mostrar a verdade e buscar colocar fatos para o telespectador, sempre procurando mostrar a realidade, e esse foi o objetivo principal dessa série.”

Mas o ponto que eu queria tocar é outro: por que, afinal de contas, tantos servidores públicos, principalmente os que atuam diretamente com o público, acham que estão fazendo um favor em atender as pessoas? Ora, é a obrigação do servidor atender, e atender bem.

Não falo nem em simpatia, mas atendimento com presteza e ética é o mínimo que se pode esperar de um servidor público.