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TJ-AL aposenta juiz compulsoriamente

O Juiz de Santana do Ipanema-AL, André Luiz Tenório Cavalcante, foi aposentado compulsoriamente, após placar de cinco votos favoráveis à aplicação da penalidade a três no pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas.

Em que pese ninguém considerar aposentadoria compulsória uma penalidade – alguns até consideradam um prêmio – pelo menos a sociedade alagoana se verá livre de um magistrado que, entre outras coisas, foi pego pela posse de uma arma que fazia parte de um inquérito; saiu de férias e deixou processos inacessíveis pelo substituto; e pela costumeira lentidão em dezenas de casos sob sua responsabilidade.

Entre suas pérolas, a obra prima: manter preso alguém por dois anos e dez meses sem nunca interrogá-lo (Ampla defesa? Hã? Contraditório? Hã?).

Fonte: Blog do Célio Gomes.

Adesivos e a violência em Alagoas

Perfeito o texto do Ricardo Mota, sobre uma certa hipocrisia alagoana:

Eu vinha pela AL -101 Norte, depois do carnaval, quando fui ultrapassado velozmente por uma caminhonete do tipo “sou autoridade em Alagoas”. No vidro de trás do veículo, um imenso adesivo com números e a frase: “Honestamente, nunca se matou tanto em Alagoas”. E não há como refutar o que ali está escrito: a violência, com tantas vítimas, assusta a todos os alagoanos, mesmo os que conseguem enxergam além do que dizem os tais números.

Mas, “ironia atroz que o senso humano irrita”, no mesmo carro estava colado o adesivo de um personagem da política local identificado com o crime de mando, modalidade na qual somos “campeões brasileiros” – no dizer do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.

O tal slogan vem sendo exaustivamente divulgado pelo Sindicato dos Policiais Civis e carrega um tanto de injustiça com a própria categoria que representa. Afinal, os agentes da PC são parte responsável no combate à mortalidade desenfreada. O problema, no caso, é quando o slogan-denúncia passa a ter utilização política e/ou partidária por quem não pode exatamente falar em Paz (assim mesmo, com maiúscula).

Apontar, então, a responsabilidade por tal quadro como sendo dos delegados Paulo Rubim e Marcílio Barenco – emblemáticos personagens -, aí a questão se torna ainda mais suspeita. Ambos, o que é notório, não têm qualquer relação com os criminosos locais. Ao contrário, deles só recebem uma carga diária de ódio.

O mais importante: atribuir à (in) Segurança Pública o crescimento espantoso dos homicídios em Alagoas é não enxergar um palmo adiante do nariz. Estamos colhendo os frutos da árvore que plantamos e cuidamos ao longo de décadas: a falta de políticas pública de moradia, educação, saúde, assistência social, a ausência de Justiça – em todos os níveis -, enfim, é o conjunto da obra que deve responder pela cruel realidade.

Se é entre os jovens, principalmente, que cresce essa violência mais visível – potencializada pelas drogas –, o caminho que tempos de trilhar vai muito além da necessidade óbvia de aumentar o policiamento nas ruas: o crime é iníquo e ubíquo; a polícia, não.

Quanto ao tal personagem, dono do carrão adesivado, fiquei a me perguntar: qual terá sido a contribuição dele para os números que exibia como sendo o seu mais indignado protesto? Que ele não seja modesto na resposta.

Operação Muleta e o bom trabalho da Polícia Civil

Quando é pra criticar, criticamos. Mas quando é digno de elogios, temos que elogiar. E o trabalho da Polícia Civil de Alagoas na Operação Muleta, visando desmantelar um esquema que fraudava o DPVAT, foi muito bom.